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Simpósio Temático 14

Disputas, silenciamentos e reparações nas Políticas de Preservação do Patrimônio Cultural, nas Instituições de Memória e nas Práticas de Turismo

Coordenadoras

Aline Montenegro Magalhães (USP)

Leila Bianchi Aguiar (Unirio)

Buscando pensar as disputas de memória, as narrativas sobre o passado e o papel do historiador nas políticas de preservação do patrimônio cultural, nas instituições de memória e nas práticas de turismo, realizamos um convite à comunidade historiadora para contribuir para esse debate, apresentando suas atuações, pesquisas e estudos teóricos na área. Pretendemos constituir um espaço de reflexão acerca do lugar do historiador e suas especificidades nesse amplo campo de atuação profissional. Acreditamos ser necessário problematizar a história da preservação no Brasil em busca de novas práticas, gerando desconfortos como parte de uma estratégia emancipadora para lidar com patrimônios, instituições de memória e atividades turísticas.


Há algum tempo, patrimônio e memória têm ocupado os debates e embates políticos e sociais na arena pública, bem como os diferentes espaços disciplinares, constituindo-se em questões próprias e pulsantes do tempo presente.  A temática é motivada pela busca do conhecimento crítico dos patrimônios culturais valorizados e das memórias silenciadas, considerando as condições de organização de um campo que abrange as instituições de memória e também as práticas de turismo em sítios urbanos patrimonializados. Convidamos, para a reflexão, pesquisadores da grande área do patrimônio cultural que discutem  percursos do patrimônio local, dos espaços museais, das práticas de educação em patrimônio, das práticas de turismo, do trato com patrimônios sensíveis, contraditórios ou difíceis, da cultura popular, da decolonialidade do saber e/ou das lutas pelo direito à memória, trazendo a lume a ampliação dessa noção como direito e como reparação. 


Enfim, a realização deste ST justifica-se por constituir um fórum necessário e profícuo de trocas, debates e reflexões sobre as diferentes perspectivas históricas que envolvem o campo do Patrimônio, suas políticas, contradições, saberes, fazeres, embates e desafios. 

Referências 


AGUIAR, Leila Bianchi. Desafios, permanências e transformações na gestão de um sítio urbano patrimonializado: Ouro Preto, 1938 a 1975. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 29, p. 85-104, 2016.


BAUER, Leticia Brandt; BORGES, Viviane Trindade. O patrimônio cultural e a história pública: observações sobre os embates contemporâneos. Revista NUPEM, Campo Mourão, v. 11, n. 23, p. 48-58, maio/ago, 2019.

CHUVA, Márcia. Restituição e reparação: refletindo sobre patrimônios em diáspora. In: NOGUEIRA, Antonio Gilberto Ramos (Org.). Patrimônio, resistência e direitos: história entre trajetórias e perspectivas em rede. Vitória: Editora Milfontes, 2022. 


GONÇALVES, Janice; NOGUEIRA, Antonio Gilberto Ramos. Percusos: Memória, ética e reparação. Florianópolis, v. 20, n. 42, p. 04 - 07, 2019. Disponível em: https://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/1984724620422019004. Acesso em: 21 out. 2022.


MENEGUELLO, Cristina e BENTIVOGLIO, Júlio (orgs.). Corpos e pedras: estátuas, monumentalidade e história. Vitória: Milfontes, 2022.
MAGALHÃES, Aline Montenegro; RAMOS, Francisco Régis Lopes . Lição da pedra: usos do passado e cultura material. História da Historiografia, v. 13, p. 96-113, 2013.


RIBEIRO, David. Por uma política cultural antirracista: as caminhadas indígenas, quilombolas e afro-diaspóricas diante das permanências coloniais e escravistas (1988-2020). Santos: Intermeios, 2023.


TROUILLOT, Michel-Rolph (1995). Silenciando o passado. Poder e a produção da História.Curitiba: Huya, 2016.

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